terça-feira, 25 de outubro de 2011

Fisioterapia e o meu português


Hoje na fisioterapia eu tive que fazer um exercício que me força a dobrar o joelho. O problema é que dói muito. Eu nunca pensei que tentar voltar à vida normal seria tão doloroso. Depois da cirurgia, o joelho perde a força e o movimento que tinha anteriormente. E por isso que tenho que fazer fisioterapia; para que o joelho recupere a amplitude de movimento e a força. O problema é que esse processo dói. A minha batata da perna está mais dolorida do que nunca e parece que o meu joelho é comido por dentro toda vez que eu o dobro.

E a pergunta que você deve estar fazendo é o que isso tem a ver com o português. Na verdade, isso tem a ver com qualquer língua. Eu descobri, nas minhas aventuras com o mandarim, que é doloroso aprender uma língua nova e se acostumar com o jeito de pensar e de organizar e estruturar ideias. Ainda mais com o mandarim que não tem tempo verbal, conjugação ou plural. Além do mais, no mandarim, deve-se seguir a ordem sujeito, tempo, lugar, verbo e objeto sempre. A única variação possível é quando se coloca o tempo antes do sujeito. E realmente dói aprender uma forma nova de se comunicar. Dói de vergonha ou de nota ruim na prova.

E o português? Bem, depois de passar por uma cirurgia de imersão na língua inglesa, eu sei que vai ser dolorido voltar ao movimento normal do português. Bem, eu espero que a recuperação não seja tão demorada quanto a do joelho. Porém, para conseguir voltar à minha força na minha amada língua mater, eu vou ter que trabalhar duro e sofrer um pouco.

Mas quem disse que sofrimento é ruim? Se o necessário para alcançar uma meta, pode vir que eu estou pronto! (A não ser que o custo do sofrimento ultrapasse o excedente de alcançar a meta. Aí é hora de desistir...)

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