domingo, 30 de outubro de 2011

Na escuta

Eu hoje prometi a mim mesmo que eu vou tentar ouvir mais o que os outros têm a dizer e falar menos. Claro que eu vou falar com os outros, mas eu quero tentar entender melhor o que eles pensam, como eles se sentem e como eu me sentiria se estivesse na mesma situação. Hoje mesmo futiquei no orkut e facebook de diversas pessoas e olhei o que eles estavam fazendo da vida. Confesso que a alguns anos atrás eu até ficaria um pouco nervoso por eles terem alcançado tantas coisas ótimas. Isso pode ser porque eu talvez duvidaria da minha capacidade de chegar a tal lugar, ou por causa da mentalidade competitiva que a sociedade a meu redor me impunha. Mas ao olhar nos perfis dessas pessoas, eu fiquei feliz. Eu sinceramente senti felicidade por cada um deles pelo que eles alcançaram. Não porque eu estou satisfeito onde estou no momento (na verdade, ainda não estou completamente satisfeito com as minhas notas, hehe...), mas porque eles estão satisfeitos com o que eles alcançaram. Umas das coisas que me deixam mais feliz é falar sobre os meus amigos do Brasil para o pessoal daqui. Eu tenho uma amiga que está terminando um doutorado em linguística, um que faz letras, outra que fazia fisioterapia e vai tentar medicina, outra que faz bioquímica, um que faz direito mas com quem infelizmente não falo há um tempo, etc. Agora eu entendo o quão feliz o meu colega de quarto fala sobre mim com outros, coisas do tipo: “ele está aprendendo mandarim, vai formar em economia e matemática com minors em filosofia e estatística.” Honestamente, eu fico envergonhado e falo que os meus planos ainda não são definitivos (e realmente não são), mas eu também fico intrigado com o motivo dele agir dessa forma. Será que ele somente está se esnobando? Talvez, mas na verdade não há nada de esnobe nisso. Se eu aprendi uma coisa aqui com os meus colegas de classe é que todo mundo é inteligente. Todos tem o potencial de fazer grandes coisas. Eu sou somente mais um aluno dentre os milhões no mundo inteiro. Se eu quiser mesmo competir, vai ser  muito difícil vencer.

Eu acho que o sentimento vem pela união. Nós somos seres sociais. Precisamos de uns aos outros para sobreviver. E a economia já diz que educação traz externalidades. Então se alguém descobre algo importante e fica rico, todos ficarão ricos, talvez não tanto quanto o descobridor, mas a sociedade sempre sai na melhor. O que seria de nós se alguém ficasse com inveja de Santos Dumont e o impedisse de inventar o avião?

E além do mais, todo ser-humano tem um genuíno amor ao próximo. Esse amor pode ser escondido ou pode fazer parte da vida de alguém. Eu quero que faça parte da minha vida. E acho que vou começar tentando ouvir sinceramente a s outras pessoas. E os meus problemas? Eu descobri que os problemas nunca acabam. Vem um atrás do outro. Então acho melhor eu me acostumar e colocar o que eu realmente acho importante primeiro na minha lista de prioridades.

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