Eu sei que esse não é um feriado comemorado no Brasil, mas como esse blog é sobre como a minha experiência aqui está mudando o meu caráter, eu quero falar sobre esse feriado.
Embro uma das melhores partes do dia de ação de graças seja a comida (muita comida), existe um espírito algumas carregam junto do peru e do purê de batata. É o espçirito de gratidão.
Eu acho que da mesma forma o Natal é aquele feriado em que todo mundo é generoso (principalmente com o décimo-terceiro), o dia de ação de graças é aquele feriado em que todos são gratos por tudo.
No facebook muitos dos meus amigos postam diariamente o motivo deles estarem felizes. Ele são gratos pelas suas famílias, amigos, escola, empregos, etc.
Então essa semana eu vou entrar no espírito.
Eu sou grato hoje por carros e aviões, porque eu posso visitar os meus amigos e família.
terça-feira, 22 de novembro de 2011
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
O tempo, de Mario Quintana
O despertador é um objeto abjeto.
Nele mora o Tempo. O Tempo não pode viver sem nós, para não parar.
E todas as manhãs nos chama freneticamente como um velho paralítico a tocar a [campainha atroz.
Nós
é que vamos empurrando, dia a dia, sua cadeira de rodas.
Nós, os seus escravos.
Só os poetas
os amantes
os bêbados
podem fugir
por instantes
ao Velho... Mas que raiva impotente dá no Velho
quando encontra crianças a brincar de roda
e não há outro jeito senão desviar delas a sua cadeira de rodas!
Porque elas, simplesmente, o ignoram...
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Parte 3
Chega de agouro! Como diria a minha avó.
Essa história do avião já passou dos limites! Vai logo e para de arrumar desculpa.
----
Então hoje teve aqui na faculdade o que uma "World Fest". Eu participei na barraca do brasileiros. Foi muito legal explicar para os outros sobre a minha cultura. E, acima de tudo, foi ótimo falar em português com os outros brasileiros.
Também conversei com um pessoal de Taiuã. Eles são ótimos.
Eu amo conhecer culturas diferentes. Acho que devo mudar meu curso para culturologia (como se existisse).
Essa história do avião já passou dos limites! Vai logo e para de arrumar desculpa.
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Então hoje teve aqui na faculdade o que uma "World Fest". Eu participei na barraca do brasileiros. Foi muito legal explicar para os outros sobre a minha cultura. E, acima de tudo, foi ótimo falar em português com os outros brasileiros.
Também conversei com um pessoal de Taiuã. Eles são ótimos.
Eu amo conhecer culturas diferentes. Acho que devo mudar meu curso para culturologia (como se existisse).
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Parte 2
Ah, mas eu decidi me levantar e procurar esse piloto. De olhos fechados ou abertos, eu queria que o avião voltasse ao montes. Quem tem direito de tomá-los de mim? Quem são esses que acham que podem andar pelos caminhos que andei? Ninguém tem direito de sofrer o que sofri ou de colher o que eu colhi naqueles montes verdes. Eu andava afrente em direção à cabine. A minha determinação vencia o meu desafio. Eu ignorava a minha inabilidade de abrir os olhos, e me apressava para que não fosse tarde demais. Eu sabia que havia um ponto sem retorno. E talvez fosse tarde demais, mas eu não desistia. Eu já tinha tomado a estúpida decisão de querer ir além dos meus montes, e queria desfazer o erro que cometi.
Eu andava o mais rápido possível, tomando cuidado para não bater a cabeça em algum lugar. E parecia que estava correndo uma maratona de tanto demorava para eu chegar à cabine. Mas acho que eu tinha tropeçado em algum objeto. Eu caí e o meu rosto encontrou o chão do avião. Não sei quem colocou aquele objeto desconhecido no chão. Talvez tenham colocado para eu tropeçar; talvez quisessem tomar a minha tapera e meus montes. Talvez quisessem me sabotar para não me deixar voltar para a minha terra.
Mas eu fiquei lá deitado. Talvez esperando que alguém me levantasse, ou talvez eu quisesse somente que o avião continuasse voando. Quem se importava? Nós já tínhamos passados o ponto sem retorno.
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Parte 1
Os meus olhos não queriam se abrir. A minha mente perpassava os montes da minha cidade. Eu, porém, nem mesmo sabia onde realmente estava. Um suor frio cobria a minha testa. As minhas mãos trêmulas limpavam um pouco do suor e eu tentava não pensar na turbulência. Não era o medo do avião que me fazia cogitar em me levantar; era o medo dos montes na minha mente. Medo deles irem embora com meu passado. Já era hora de eu ir mesmo. Por mais que sentissem falta de mim, eu já não acreditava que havia outro jeito. Eu tinha que ir para lá, aquele lugar além dos montes. Lá ver meu pai, mas aonde mesmo eu não sei. A dor não mente; o suor frio não mente. Porém eu continuo com olhos fechados. Será mesmo que além dos montes eu o veria?
Ah, e a paisagem na minha mente ficava mais verde com as chuvas de verão. E de longe eu via a tapera onde tinha morado. Ela parecia menor do que quando estava lá, ou talvez a minha memória tinha começado a falhar. Talvez eu queria esquecer de tudo e deixar os montes para outro alguém viver. Mas os meus olhos não se abriam e o suor ficava cada vez mais frio. As minhas mãos agora limpavam as minhas lágrimas. Eu já não sentia mais a turbulência. Tudo era turbulência. E será que poderia voltar? Pensei em gritar para o piloto para dar meia-volta e esquecer o nosso destino. Eu queria chamar a aeromoça e pedir para ela um copo d'água. Mas por mais que eu tentasse, os meus olhos não se abriam.
Eu tentava imaginar o lugar além dos montes, mas a minha mente insistia na tapera demolida. Não, não é possível que a complexidade do meu ser seja sintetizada em uma gota de suor. Não, não é possível que o meu destino dependa de onde eu parti. Porém a turbulência continua. Ela sempre continua, mas não sei se meu corpo desaprendeu a sentir. A tapera já não existe mais. Seria mesmo um milagre ou somente eu tentando me convencer de que o piloto não irá me ouvir? Ou talvez seja somente abnegação.
sábado, 12 de novembro de 2011
Além da lembrança
Além da minha agenda em português eu não acho que tenho muitas coisas que me lembrem do Brasil. Eu tenho um pouco de arroz integral e uma lata de feijão que eu acho que vou preparar amanhã. Talvez a minha obsessão pelo Brasil seja um pouco desnecessária porque eu vou voltar em um mês. Mas o eu sei que o Brasil não vai ser o Brasil. Não que ele tenha mudado tanto, muitas coisas provavelmente estarão idênticas, mas eu não. Eu não entendo por que pessoas são tão mais voláteis do que cidades. Não, eu não acho que é por causa de investimento, apesar da taxa de poupança do Brasil ser baixa mesmo, o que faz com que seja mais difícil de investir. Eu acho que o problema (ou a solução?) está nos indivíduos.
O Brasil vai continuar a ser violento e populoso, mas eu me acostumei a nunca trancar a porta do apartamento. Eu me acostumei a andar sozinho a noite em lugares escuros e desertos. Eu percebi que de vez em quando eu deixo as minhas coisas em frente do computador na biblioteca e vou ao banheiro e quando volto tudo está do jeito que eu deixei. Não, os Estados Unidos não é um lugar cheio de paz e harmonia, da mesma forma que em Conceição do Mato Dentro ninguém vê traficantes com metralhadoras.
Mas será que o Brasil viverá muito além da minha lembrança? Será que eu viverei muito além do meu brasileirismo?
O Brasil vai continuar a ser violento e populoso, mas eu me acostumei a nunca trancar a porta do apartamento. Eu me acostumei a andar sozinho a noite em lugares escuros e desertos. Eu percebi que de vez em quando eu deixo as minhas coisas em frente do computador na biblioteca e vou ao banheiro e quando volto tudo está do jeito que eu deixei. Não, os Estados Unidos não é um lugar cheio de paz e harmonia, da mesma forma que em Conceição do Mato Dentro ninguém vê traficantes com metralhadoras.
Mas será que o Brasil viverá muito além da minha lembrança? Será que eu viverei muito além do meu brasileirismo?
Perdi o bonde e a esperança.
Volto pálido para casa.
A rua é inútil e nenhum auto
passaria sobre meu corpo.
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Pragmática na prática
Ontem eu estava na fila do Subway com a minha amiga Soyoung da Coreia. Nós vimos uma conhecida nossa também da Coreia. Aconteceu que as duas começaram a falar em coreano e eu estava boiando, mas aproveitando a oportunidade de ouvir as duas falando uma língua diferente. O coreano não é tão estranho quanto o vietnamita que parece que tem um marimbondo no seu ouvindo quando alguém fala alguma coisa. Brincadeiras a parte e voltando ao assunto, as duas terminaram a conversa e aí a Soyoung me falou em inglês que ela tinha esquecido de convidar a menina para uma atividade que ela e uns amigos coreanos dela estão organizando. Então a Soyoung chamou a nossa conhecida de volta e a convidou para o evento. Aí ela sorriu e saiu andando, como se ela estivesse nos ignorado. Eu olhei para a Soyoung com uma cara de não-entendi. Ela me explicou que aquilo significa que ela provavelmente não aceitou o convite. Eu pensei: "Isso é óbvio, mas por que ela respondeu tão rudemente?"
Então a Soyoung me explicou que os Coreanos não conseguem falar não, e quando eles não podem aceitar um convite, eles geralmente sorriem e saem andando. Aí eu falei, como que sem pensar: "Nossa, que estranho!" (e na verdade eu pensei "nossa que coisa mais rude!") Eu terminei a frase e percebi o erro que eu cometi. Eu estava falando de falha pragmática há uns dias e agora esqueci de tudo. Então eu pedi desculpas a Soyoung e fiquei pensando.
Ainda tenho muito que aprender, mas estou feliz que eu estou mais consciente em relação a essas diferenças.
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Normal e epifânico
Não sei sobre o que escrever hoje. Ontem eu fui ao museu de história natural aqui na universidade. Foi muito interessante. Mas fora isso a minha única preocupação essa semana é a minha prova de economia. O meu resfriado está me fazendo procrastinar os estudos. E também estou me sentindo um bagaço, mas fora isso hoje parece ser um dia bem normal.
Talvez os dias normais sejam os que mais importam na minha vida universitária. São nesses dias que eu percebo quem eu sou, ou melhor, quem eu me tornei. Eu penso que quando os acontecimentos do meu dia estão abaixo de uma limiar de consciência, eu normalmente começo a reconhecer as partes de mim que estão normalmente escondidas.
E eu fico surpreso.
Sou apenas um homem.
Um homem pequeno à beira de um rio.
Vejo as águas que passam e não as compreendo.
Sei apenas que é noite porque me chamam de casa.
Vi que amanheceu porque os galos cantaram.
Como poderia compreender-te, América?
É muito difícil
- Trecho de "América" de Drummond
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Linguística e minha aventura
"Hoje é dia de comemoração porque eu não preciso mais de usar as muletas!
Mas então, direto ao assunto, eu resolvi falar um pouco de linguística hoje. Toda terça-feira aqui na faculdade tem um fórum ou um devocional em que um professor é escolhido para dar uma palestra para todos os professores, alunos e funcionários. Hoje o discursante foi o chefe do departamento de linguística. Ele falou sobre diferenças em culturas e as falhas pragmáticas. Ele explicou que a pragmática é quando frases gramaticalmente corretas, que fora de contexto não fazem sentido algum, carregam um sentido intencional. Ele deu um ótimo exemplo e eu estou adaptando para o português:
Cíntia: "O telefone tá tocando."
Pedro: "Eu tô lavando o carro."
Cíntia: "Tudo bem."
Sem a pragmática esse trecho não faz sentido, mas essas três frases carregam um sentido intencional. Primeiro Cíntia indica que ela não quer atender o telefone e sugere que Pedro deve atender. Pedro indica que ele não pode no momento e então Cíntia indica que ela irá atender.
Mas o que achei mais interessante foi a falha pragmática e em específico a falha pragmática transcultural. Exemplo de uma falha pragmática:
Imagine um casal dirigindo na estrada.
Cíntia: "Você tá com sede?"
Pedro: "Não."
Há um silêncio no carro até o casal chegar ao destino desejado. Aí Cíntia diz:
"Pedro, você tem que ser menos egocêntrico!"
Pedro não entende por que Cíntia faz tal comentário.
Nesse caso Cíntia sinaliza que ela está com sede, mas Pedro não entende esse sinal. Então o professor explicou que isso também ocorre entre culturas. Por exemplo, diferente culturas têm diferente autonomias pessoais, ou seja, quem tem poder para dizer para uma outra pessoa o que fazer. Em nações em que essa autonomia é menor (sendo os Estados Unidos a nação com menor autonomia segundo os estudos), as pessoas desenvolvem complexidades linguísticas para aliviar a expressão de poder. Em tais culturas, é mais comum dizer "Você se importaria de fechar a porta?" Nas culturas com maior expressão de poder (sendo o Brasil a nação com maior autonomia segundo os estudos), é mais comum dizer "Por favor, feche a porta". Note que essa segunda forma ainda assim é considerada educada; a única diferença é que uma é mais direta que a outra.
E o que isso têm a ver com a minha aventura? Eu quero aprender um pouco mais sobre essa falha transcultural. O professor explicou que a cultura anglo-americana com meios pragmáticos está ficando cada vez mais global. Muitos então pensam que esses meios pragmáticos são o padrão, o normal. E isso pode desenvolver uma superioridade cultural. Porém o professor explicou que podemos e devemos respeitar outras culturas. Para isso, precisamos desenvolver uma habilidade sofisticada para analisar o uso da língua e valores culturais conscientemente. E o poeta G.K. Chesterton resume mais ou menos o que eu sinto:
Mas então, direto ao assunto, eu resolvi falar um pouco de linguística hoje. Toda terça-feira aqui na faculdade tem um fórum ou um devocional em que um professor é escolhido para dar uma palestra para todos os professores, alunos e funcionários. Hoje o discursante foi o chefe do departamento de linguística. Ele falou sobre diferenças em culturas e as falhas pragmáticas. Ele explicou que a pragmática é quando frases gramaticalmente corretas, que fora de contexto não fazem sentido algum, carregam um sentido intencional. Ele deu um ótimo exemplo e eu estou adaptando para o português:
Cíntia: "O telefone tá tocando."
Pedro: "Eu tô lavando o carro."
Cíntia: "Tudo bem."
Sem a pragmática esse trecho não faz sentido, mas essas três frases carregam um sentido intencional. Primeiro Cíntia indica que ela não quer atender o telefone e sugere que Pedro deve atender. Pedro indica que ele não pode no momento e então Cíntia indica que ela irá atender.
Mas o que achei mais interessante foi a falha pragmática e em específico a falha pragmática transcultural. Exemplo de uma falha pragmática:
Imagine um casal dirigindo na estrada.
Cíntia: "Você tá com sede?"
Pedro: "Não."
Há um silêncio no carro até o casal chegar ao destino desejado. Aí Cíntia diz:
"Pedro, você tem que ser menos egocêntrico!"
Pedro não entende por que Cíntia faz tal comentário.
Nesse caso Cíntia sinaliza que ela está com sede, mas Pedro não entende esse sinal. Então o professor explicou que isso também ocorre entre culturas. Por exemplo, diferente culturas têm diferente autonomias pessoais, ou seja, quem tem poder para dizer para uma outra pessoa o que fazer. Em nações em que essa autonomia é menor (sendo os Estados Unidos a nação com menor autonomia segundo os estudos), as pessoas desenvolvem complexidades linguísticas para aliviar a expressão de poder. Em tais culturas, é mais comum dizer "Você se importaria de fechar a porta?" Nas culturas com maior expressão de poder (sendo o Brasil a nação com maior autonomia segundo os estudos), é mais comum dizer "Por favor, feche a porta". Note que essa segunda forma ainda assim é considerada educada; a única diferença é que uma é mais direta que a outra.
E o que isso têm a ver com a minha aventura? Eu quero aprender um pouco mais sobre essa falha transcultural. O professor explicou que a cultura anglo-americana com meios pragmáticos está ficando cada vez mais global. Muitos então pensam que esses meios pragmáticos são o padrão, o normal. E isso pode desenvolver uma superioridade cultural. Porém o professor explicou que podemos e devemos respeitar outras culturas. Para isso, precisamos desenvolver uma habilidade sofisticada para analisar o uso da língua e valores culturais conscientemente. E o poeta G.K. Chesterton resume mais ou menos o que eu sinto:
Vai morrendo mais um dia
Durante o qual tive mãos, olhos, ouvidos
E o vasto mundo ao meu redor;
E amanhã é outro dia.
Por que tenho direito a dois?
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Resfriado e 2 graus Celsius
Eu peguei uma gripe no final de semana e hoje eu estou me sentindo um bagaço. Fora isso, nevou no sábado e no momento está fazendo 2 graus lá fora - eu estou me sentindo um bagaço congelado. E eu tenho uma prova de macroeconomia essa semana e semana que vem eu tenho uma prova de chinês. Mas pelo menos faltam 6 semanas para eu voltar para o Brasil com o clima naturalmento umidificado.
Mas este post não é para eu reclamar. Eu fiz isso 3 dias atrás. Hoje eu quero falar da minha justaposição de poemas de ontem. Acabei de reler o post hoje e aquilo parece com a minha apostila de ecologia: não há nenhuma sintaxe e ninguém consegue entender nada. Porém ainda sim eu consigo olhar para aquele mumbojumbo e fazer conexões com o que eu sinto ao ler cada trecho. E tudo flui de uma maneira muito interessante. Talvez não terei a mesma impressão no futuro, porque eu estou indo muito além do que os morfemas realmente representam.
É como quando eu cheiro cigarro aqui em Provo (acho que a última vez que encontrei alguém fumando aqui foi ano passado, não lembro) e eu me lembro do Brasil, e da minha infância com a minha vó tentando parar de fumar. Mas o cheiro de cigarro não passa nada de uma nojenta mistura de cinzas, carbono oxidado e outras toxinas. Não há nada de poético no cigarro, muito menos simbólico, mas ainda assim algo dentro de mim desperta com o cigarro. (Aff, e agora relendo o que eu escrevi eu me sinto como um viciado tentando justificar o uso do fumo...)
Curto e grosso, chegou a hora de eu enfrentar outra aventura na minha vida.
Mas este post não é para eu reclamar. Eu fiz isso 3 dias atrás. Hoje eu quero falar da minha justaposição de poemas de ontem. Acabei de reler o post hoje e aquilo parece com a minha apostila de ecologia: não há nenhuma sintaxe e ninguém consegue entender nada. Porém ainda sim eu consigo olhar para aquele mumbojumbo e fazer conexões com o que eu sinto ao ler cada trecho. E tudo flui de uma maneira muito interessante. Talvez não terei a mesma impressão no futuro, porque eu estou indo muito além do que os morfemas realmente representam.
É como quando eu cheiro cigarro aqui em Provo (acho que a última vez que encontrei alguém fumando aqui foi ano passado, não lembro) e eu me lembro do Brasil, e da minha infância com a minha vó tentando parar de fumar. Mas o cheiro de cigarro não passa nada de uma nojenta mistura de cinzas, carbono oxidado e outras toxinas. Não há nada de poético no cigarro, muito menos simbólico, mas ainda assim algo dentro de mim desperta com o cigarro. (Aff, e agora relendo o que eu escrevi eu me sinto como um viciado tentando justificar o uso do fumo...)
Curto e grosso, chegou a hora de eu enfrentar outra aventura na minha vida.
domingo, 6 de novembro de 2011
Memória
“Amar o perdido / deixa confundido / este coração.” (Ah! “Brasil, meu Brasil Brasileiro, / Meu mulato inzoneiro, / Vou cantar-te nos meus versos.”)
“Nada pode o olvido / contra o sem sentido / apelo do Não.” (“As aves, que aqui gorjeiam, / Não gorjeiam como lá.”)
“As coisas tangíveis / tornam-se insensíveis / à palma da mão.” (“Auriverde pendão de minha terra, / Que a brisa do Brasil beija e balança, / Estandarte que a luz do sol encerra / E as promessas divinas da esperança...”)
“Mas as coisas findas, / muito mais que lindas, / essas ficarão.” (“— Viverás, e para sempre, / na terra que aqui aforas: / e terás enfim tua roça. // — Aí ficarás para sempre, / livre do sol e da chuva, / criando tuas saúvas.”)
Esse post justapõe trechos de poesias para [tentar] clarificar a minha linha de pensamento. Esses poemas incluem: “Memória” de Drummond, “Canção do Exílio” de Gonçalves Dias, “Navio Negreiro” de Castro Alves, “Morte e vida severina” de João Cabral de Melo Neto e a canção “Aquarela do Brasil” de Ary Barroso.
“Nada pode o olvido / contra o sem sentido / apelo do Não.” (“As aves, que aqui gorjeiam, / Não gorjeiam como lá.”)
“As coisas tangíveis / tornam-se insensíveis / à palma da mão.” (“Auriverde pendão de minha terra, / Que a brisa do Brasil beija e balança, / Estandarte que a luz do sol encerra / E as promessas divinas da esperança...”)
“Mas as coisas findas, / muito mais que lindas, / essas ficarão.” (“— Viverás, e para sempre, / na terra que aqui aforas: / e terás enfim tua roça. // — Aí ficarás para sempre, / livre do sol e da chuva, / criando tuas saúvas.”)
Esse post justapõe trechos de poesias para [tentar] clarificar a minha linha de pensamento. Esses poemas incluem: “Memória” de Drummond, “Canção do Exílio” de Gonçalves Dias, “Navio Negreiro” de Castro Alves, “Morte e vida severina” de João Cabral de Melo Neto e a canção “Aquarela do Brasil” de Ary Barroso.
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Serviço de Atendimento ao Estudante
Eu hoje quero reclamar e elogiar coisas que eu aprendi e coisas que nunca me ensinaram no ensino médio.
Eu realmente adquiri uma boa visão crítica do mundo. Embora as análises que eu aprendi em geografia e história fossem um pouco tendenciosas e fossem superficiais, elas formaram uma base para eu entender outras análises. Elas também me dão motivação para eu fazer as minhas próprias análises. Hoje eu fui a uma palestra de um pesquisador de economia e ele nos mostrou diversos trabalhos que ele já fez. Eu sou muito grato por ter aprendido como pensar sobre o mundo, mas eu me arrependo por não ter aprendido um pouco de análise estatística no ensino médio.
Outra coisa pela qual eu sou muito grato é a base que eu ganhei nas ciências naturais. Isso me ajuda muito na parte matemática do meu curso, porém eu acho que eu não aprendi como provar e pensar em uma forma mais matemática. Eu acho que eu estou sofrendo por isso agora.
A aula que eu acredito que me ajudou muito foi filosofia. Essas aulas me ensinaram a pensar em lógica e a argumentar. Eu aprendi a ter um pensamento mais crítico e não acreditar em tudo o que me ensinam.
E afinal, eu quero dizer que embora tendo aprendido tudo isso, ninguém nunca me ensinou a ser autônomo. Ninguém me ensinou a fazer pesquisa. Professores mastigaram tudo na minha boca no ensino médio. A transição foi muito abrupta para mim. Talvez se tivessem me ensinado a realmente estudar e a não depender tanto de um professor, eu seria um melhor aluno hoje. Infelizmente todo mundo pensa que a faculdade serve para aprender essas coisas, mas como aluno e com a minha experiência eu penso que o ensino médio deve ser uma preparação para a faculdade e não para o vestibular.
Talvez então a primeira pesquisa da minha carreira deve ser sobre os efeitos do vestibular em alunos brasileiros. Não, talvez depois do doutorado, porque eu ainda lembro de um professor que me disse uma vez que eu só posso expressar o que eu quiser sobre o sistema educacional quando eu tiver um doutorado...
Eu realmente adquiri uma boa visão crítica do mundo. Embora as análises que eu aprendi em geografia e história fossem um pouco tendenciosas e fossem superficiais, elas formaram uma base para eu entender outras análises. Elas também me dão motivação para eu fazer as minhas próprias análises. Hoje eu fui a uma palestra de um pesquisador de economia e ele nos mostrou diversos trabalhos que ele já fez. Eu sou muito grato por ter aprendido como pensar sobre o mundo, mas eu me arrependo por não ter aprendido um pouco de análise estatística no ensino médio.
Outra coisa pela qual eu sou muito grato é a base que eu ganhei nas ciências naturais. Isso me ajuda muito na parte matemática do meu curso, porém eu acho que eu não aprendi como provar e pensar em uma forma mais matemática. Eu acho que eu estou sofrendo por isso agora.
A aula que eu acredito que me ajudou muito foi filosofia. Essas aulas me ensinaram a pensar em lógica e a argumentar. Eu aprendi a ter um pensamento mais crítico e não acreditar em tudo o que me ensinam.
E afinal, eu quero dizer que embora tendo aprendido tudo isso, ninguém nunca me ensinou a ser autônomo. Ninguém me ensinou a fazer pesquisa. Professores mastigaram tudo na minha boca no ensino médio. A transição foi muito abrupta para mim. Talvez se tivessem me ensinado a realmente estudar e a não depender tanto de um professor, eu seria um melhor aluno hoje. Infelizmente todo mundo pensa que a faculdade serve para aprender essas coisas, mas como aluno e com a minha experiência eu penso que o ensino médio deve ser uma preparação para a faculdade e não para o vestibular.
Talvez então a primeira pesquisa da minha carreira deve ser sobre os efeitos do vestibular em alunos brasileiros. Não, talvez depois do doutorado, porque eu ainda lembro de um professor que me disse uma vez que eu só posso expressar o que eu quiser sobre o sistema educacional quando eu tiver um doutorado...
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Eu e meu sono
Uma coisa que eu aprendi é que o meu sono definitivamente altera a forma em que eu ajo. Hoje eu resolvi não escrever nada muito grande. Hoje quase dormi na aula de economia. Nossa, como eu gostaria de poder fazer tudo que eu tenho que fazer sem ferir as 8 horas mais importantes do dia. Bem, nos últimos dias eu tenho reduzido essas 8 horas, então hoje eu vou ter uma sessão completa do meu sono de beleza.
Boa noite.
Boa noite.
terça-feira, 1 de novembro de 2011
O ciclo da vida
No filme "O Rei Leão", Mufasa fala para o seu filho Simba: "Olhe para dentro de você. Você é muito mais do que pensa que é. Você tem que ocupar o seu lugar no ciclo da vida. Lembre-se de quem você é.”
Esse é uma das minhas metas. Talvez seja até bom que de vez em quando não percebamos o quanto crescemos. Talvez nos deixe mais humildes, ou nos dê a impressão de que devemos trabalhar cada vez mais diligentemente. E isso é um bom incentivo. Na verdade o capitalismo funciona mais ou menos dessa forma. Nós sempre queremos alcançar mais para termos mais conforto ou realizarmos os nossos sonhos. Não estou ignorando o fato de que o capitalismo de vez em quando faz com que as pessoas passem por cima das outras para conseguirem alcançar o título de melhor do mundo ou mais rico do mundo, etc. Porém, querendo ou não, o capitalismo promove progresso que faz com que a sociedade tenha um melhor proveito dos recursos existentes. Economicamente falando, não importa a quais incentivos as pessoas respondem, desde que haja resposta.
De qualquer forma, o meu incentivo é o meu potencial. "Você é muito mais do que pensa que é." Eu acredito que qualquer pessoa tem o potencial de conseguir alcançar o que quer que seja. Tudo bem, parece livro de autoajuda, mas é verdade. Excluindo o contexto econômico e cultural de cada indivíduo, todos somos feitos da mesma matéria e basicamente do mesmo material genético. E ao mesmo tempo somos indivíduos únicos. Talvez leve mais tempo para alguém que nasceu numa cidade rural da Nigéria para de tornar um cientista do que para alguém que sempre estudou em escola particular nos Estados Unidos. Porém os dois podem alcançar a mesma meta. Talvez o nigeriano necessite de ajuda, mas mesmo assim ele tem o potencial.
"Você tem que ocupar o seu lugar no ciclo da vida." Todos nós temos que procurar nossos sonhos e o que realmente gostamos de fazer. Eu acho que eu encontrei o meu lugar. Agora só me resta trabalhar duro para conseguir ocupá-lo.
Mas acima de tudo: "Lembre-se de quem você é."
Esse é uma das minhas metas. Talvez seja até bom que de vez em quando não percebamos o quanto crescemos. Talvez nos deixe mais humildes, ou nos dê a impressão de que devemos trabalhar cada vez mais diligentemente. E isso é um bom incentivo. Na verdade o capitalismo funciona mais ou menos dessa forma. Nós sempre queremos alcançar mais para termos mais conforto ou realizarmos os nossos sonhos. Não estou ignorando o fato de que o capitalismo de vez em quando faz com que as pessoas passem por cima das outras para conseguirem alcançar o título de melhor do mundo ou mais rico do mundo, etc. Porém, querendo ou não, o capitalismo promove progresso que faz com que a sociedade tenha um melhor proveito dos recursos existentes. Economicamente falando, não importa a quais incentivos as pessoas respondem, desde que haja resposta.
De qualquer forma, o meu incentivo é o meu potencial. "Você é muito mais do que pensa que é." Eu acredito que qualquer pessoa tem o potencial de conseguir alcançar o que quer que seja. Tudo bem, parece livro de autoajuda, mas é verdade. Excluindo o contexto econômico e cultural de cada indivíduo, todos somos feitos da mesma matéria e basicamente do mesmo material genético. E ao mesmo tempo somos indivíduos únicos. Talvez leve mais tempo para alguém que nasceu numa cidade rural da Nigéria para de tornar um cientista do que para alguém que sempre estudou em escola particular nos Estados Unidos. Porém os dois podem alcançar a mesma meta. Talvez o nigeriano necessite de ajuda, mas mesmo assim ele tem o potencial.
"Você tem que ocupar o seu lugar no ciclo da vida." Todos nós temos que procurar nossos sonhos e o que realmente gostamos de fazer. Eu acho que eu encontrei o meu lugar. Agora só me resta trabalhar duro para conseguir ocupá-lo.
Mas acima de tudo: "Lembre-se de quem você é."
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Halloween e uma descoberta
Hoje na faculdade diversas pessoas estavam fantasiadas por causa do Halloween. Na verdade, até o mesmo o meu chefe ficou surpreso que eu não estava de fantasia. Esse foi o meu primeiro Halloween aqui nos EUA que cai num dia de semana. Por isso acho que o meu contato com a cultura do Halloween foi muito maior. E o que eu aprendi com isso? Sim, a cultura norte-americana às vezes é mais fútil do que o esperado. Algumas pessoas aqui levam isso muito a sério, mas claro que depende das pessoas a maioria dos meus amigos ficou surpresa com o tanto de gente fantasiada. Mas eu gostei do paralelo com a cultura brasileira. No Brasil o povo se fantasia de caipira em festas juninas, por exemplo. Afinal, eu acho que as duas culturas são bem parecidas. Nós só mudamos os motivos e a história das nossas comemorações. E por isso mesmo sou muito grato que o povo não comemora o Halloween no Brasil. Isso não quer dizer que eu não sinta falta de comemorar 31 de Outubro quando estou no Brasil, mas eu também senti muita falta das guloseimas da festa junina esse ano.
Mas afinal, como isso me afeta o meu ser-interior? Talvez eu tenha que apreciar mais as expressões culturais de cada povo e nação. Eu costumava me envergonhar de vez em quando por comemorar os feriados do "império americano", mas hoje eu penso que essa é uma opinião intolerante. Da mesma forma que eu amo comemorar os feriados brasileiros e os chineses (pelo menos os poucos que eu conheço), eu gosto de comemorar os feriados americanos. Não, não é uma questão de eu ter sido escravizado por uma cultura, mas faz parte de um pedaço da minha vida. O meu sangue sempre será brasileiro, mas eu tenho o prazer de abraçar outras culturas ao invés de rejeitá-las com ódio ou desgosto.
Mas afinal, como isso me afeta o meu ser-interior? Talvez eu tenha que apreciar mais as expressões culturais de cada povo e nação. Eu costumava me envergonhar de vez em quando por comemorar os feriados do "império americano", mas hoje eu penso que essa é uma opinião intolerante. Da mesma forma que eu amo comemorar os feriados brasileiros e os chineses (pelo menos os poucos que eu conheço), eu gosto de comemorar os feriados americanos. Não, não é uma questão de eu ter sido escravizado por uma cultura, mas faz parte de um pedaço da minha vida. O meu sangue sempre será brasileiro, mas eu tenho o prazer de abraçar outras culturas ao invés de rejeitá-las com ódio ou desgosto.
domingo, 30 de outubro de 2011
Na escuta
Eu hoje prometi a mim mesmo que eu vou tentar ouvir mais o que os outros têm a dizer e falar menos. Claro que eu vou falar com os outros, mas eu quero tentar entender melhor o que eles pensam, como eles se sentem e como eu me sentiria se estivesse na mesma situação. Hoje mesmo futiquei no orkut e facebook de diversas pessoas e olhei o que eles estavam fazendo da vida. Confesso que a alguns anos atrás eu até ficaria um pouco nervoso por eles terem alcançado tantas coisas ótimas. Isso pode ser porque eu talvez duvidaria da minha capacidade de chegar a tal lugar, ou por causa da mentalidade competitiva que a sociedade a meu redor me impunha. Mas ao olhar nos perfis dessas pessoas, eu fiquei feliz. Eu sinceramente senti felicidade por cada um deles pelo que eles alcançaram. Não porque eu estou satisfeito onde estou no momento (na verdade, ainda não estou completamente satisfeito com as minhas notas, hehe...), mas porque eles estão satisfeitos com o que eles alcançaram. Umas das coisas que me deixam mais feliz é falar sobre os meus amigos do Brasil para o pessoal daqui. Eu tenho uma amiga que está terminando um doutorado em linguística, um que faz letras, outra que fazia fisioterapia e vai tentar medicina, outra que faz bioquímica, um que faz direito mas com quem infelizmente não falo há um tempo, etc. Agora eu entendo o quão feliz o meu colega de quarto fala sobre mim com outros, coisas do tipo: “ele está aprendendo mandarim, vai formar em economia e matemática com minors em filosofia e estatística.” Honestamente, eu fico envergonhado e falo que os meus planos ainda não são definitivos (e realmente não são), mas eu também fico intrigado com o motivo dele agir dessa forma. Será que ele somente está se esnobando? Talvez, mas na verdade não há nada de esnobe nisso. Se eu aprendi uma coisa aqui com os meus colegas de classe é que todo mundo é inteligente. Todos tem o potencial de fazer grandes coisas. Eu sou somente mais um aluno dentre os milhões no mundo inteiro. Se eu quiser mesmo competir, vai ser muito difícil vencer.
Eu acho que o sentimento vem pela união. Nós somos seres sociais. Precisamos de uns aos outros para sobreviver. E a economia já diz que educação traz externalidades. Então se alguém descobre algo importante e fica rico, todos ficarão ricos, talvez não tanto quanto o descobridor, mas a sociedade sempre sai na melhor. O que seria de nós se alguém ficasse com inveja de Santos Dumont e o impedisse de inventar o avião?
E além do mais, todo ser-humano tem um genuíno amor ao próximo. Esse amor pode ser escondido ou pode fazer parte da vida de alguém. Eu quero que faça parte da minha vida. E acho que vou começar tentando ouvir sinceramente a s outras pessoas. E os meus problemas? Eu descobri que os problemas nunca acabam. Vem um atrás do outro. Então acho melhor eu me acostumar e colocar o que eu realmente acho importante primeiro na minha lista de prioridades.
Eu acho que o sentimento vem pela união. Nós somos seres sociais. Precisamos de uns aos outros para sobreviver. E a economia já diz que educação traz externalidades. Então se alguém descobre algo importante e fica rico, todos ficarão ricos, talvez não tanto quanto o descobridor, mas a sociedade sempre sai na melhor. O que seria de nós se alguém ficasse com inveja de Santos Dumont e o impedisse de inventar o avião?
E além do mais, todo ser-humano tem um genuíno amor ao próximo. Esse amor pode ser escondido ou pode fazer parte da vida de alguém. Eu quero que faça parte da minha vida. E acho que vou começar tentando ouvir sinceramente a s outras pessoas. E os meus problemas? Eu descobri que os problemas nunca acabam. Vem um atrás do outro. Então acho melhor eu me acostumar e colocar o que eu realmente acho importante primeiro na minha lista de prioridades.
sábado, 29 de outubro de 2011
Seja eu-não-Eu.
Hoje eu estava refletindo sobre o que eu pensava do meu futuro a 5 anos atrás. Bem, eu estava na oitava série e eu me lembro de um professor de matemática que eu tive chamado Barreto. Na época, eu fazia parte da primeira turma de oitava série do Colégio Apogeu sem ser voltada para um concurso militar. Eu tinha acabado de sair de uma prova de matemática do professor Barreto e ele me chamou para conversar com ele e me perguntou se eu queria fazer EPICAR. Eu falei, determinado, que não me interessava por isso. Eu adorava as ciências humanas (ainda amo), e não queria que ninguém tirasse isso de mim. Não queria estudar matemática ou física o dia inteiro. A minha paixão era escrever e eu queria seguir o meu sonho de qualquer forma. Não sabia como, mas queria fazer algo da minha vida que me requeresse escrever e me expressar. E eu não sabia fazer isso através de contas. Porém, logo antes de terminar o ensino médio, eu decidi fazer engenharia. Confesso que escolhi o curso quando olhei na internet os empregos que pagam melhor. Excluí aqueles dos quais pensava que não iria gostar, e me sobrou engenharia química e economia. A engenharia química pagava mais, então eu a escolhi.
Nos últimos dois anos descobri que empregos que requerem maior carga analítica e estatística sempre pagam mais. Mas eu descobri que não gostava da engenharia química. Eu estava tampando a minha opinião, então mudei para a economia. Mas descobri que também há uma grande carga analítica da área de economia. E também na área de política, comunicação, e toda e qualquer matéria avançada. Claro que algumas disciplinas requerem menor conhecimento matemático do que outras, mas para ser reconhecido e fazer um análise menos susceptível a erros, a matemática é uma ferramenta fundamental.
Será então mesmo que a economia é a minha área? Usando toda a maturidade e conhecimento que eu tenho agora, a resposta é sim. Como muitos economistas dizem, para ser um economista deve-se ser um filósofo, matemático e analista. É uma fórmula única que se encontra naqueles que tendem a amar a economia. Não que pessoas de outras disciplinas sejam menos qualificadas, mas elas têm a fórmula para estudar outra disciplina.
Mas a questão realmente é: o que o Marcos de 5 anos atrás falaria de mim hoje? Ele mais provavelmente perguntaria que faculdade é essa tal de BYU. Ele provavelmente perguntaria se a USP ou mesmo o ITA não teria sido melhor. Ele talvez me perguntaria se eu tentei o MIT. E eu responderia: eu estou no lugar certo. Na época eu estava cansado de uma educação baseada em uma lista de melhores alunos, de uma escola que forçada pelos incentivos do mercado procurava mais números para propaganda do que formar seres humanos.
E eu cheguei a um lugar onde eu encontrei o que eu queria. Não que as notas ou melhores alunos não existam, mas não é a parte mais importante. Tudo deve ser equilibrado, do trabalho e estudos às festas e serviço comunitário. E mais importante do que tudo. Os professores e diretores daqui falam que no futuro seremos líderes onde quer que moremos. Mas temos que carregar a nossa moral conosco.
Mais do que tudo. Eu aprendi a largar o orgulho e usar o que eu aprendo de uma forma boa. Por isso eu joguei a minha lista de melhores empregos fora. Por isso eu decidi seguir meu sonhos. De uma forma ou de outra, eu darei o que eu tenho para o mundo, seja com ou sem título, seja eu-não-Eu.
Nos últimos dois anos descobri que empregos que requerem maior carga analítica e estatística sempre pagam mais. Mas eu descobri que não gostava da engenharia química. Eu estava tampando a minha opinião, então mudei para a economia. Mas descobri que também há uma grande carga analítica da área de economia. E também na área de política, comunicação, e toda e qualquer matéria avançada. Claro que algumas disciplinas requerem menor conhecimento matemático do que outras, mas para ser reconhecido e fazer um análise menos susceptível a erros, a matemática é uma ferramenta fundamental.
Será então mesmo que a economia é a minha área? Usando toda a maturidade e conhecimento que eu tenho agora, a resposta é sim. Como muitos economistas dizem, para ser um economista deve-se ser um filósofo, matemático e analista. É uma fórmula única que se encontra naqueles que tendem a amar a economia. Não que pessoas de outras disciplinas sejam menos qualificadas, mas elas têm a fórmula para estudar outra disciplina.
Mas a questão realmente é: o que o Marcos de 5 anos atrás falaria de mim hoje? Ele mais provavelmente perguntaria que faculdade é essa tal de BYU. Ele provavelmente perguntaria se a USP ou mesmo o ITA não teria sido melhor. Ele talvez me perguntaria se eu tentei o MIT. E eu responderia: eu estou no lugar certo. Na época eu estava cansado de uma educação baseada em uma lista de melhores alunos, de uma escola que forçada pelos incentivos do mercado procurava mais números para propaganda do que formar seres humanos.
E eu cheguei a um lugar onde eu encontrei o que eu queria. Não que as notas ou melhores alunos não existam, mas não é a parte mais importante. Tudo deve ser equilibrado, do trabalho e estudos às festas e serviço comunitário. E mais importante do que tudo. Os professores e diretores daqui falam que no futuro seremos líderes onde quer que moremos. Mas temos que carregar a nossa moral conosco.
Mais do que tudo. Eu aprendi a largar o orgulho e usar o que eu aprendo de uma forma boa. Por isso eu joguei a minha lista de melhores empregos fora. Por isso eu decidi seguir meu sonhos. De uma forma ou de outra, eu darei o que eu tenho para o mundo, seja com ou sem título, seja eu-não-Eu.
Talvez haja esperança
Hoje eu fui para a faculdade sozinho. Eu andei com muleta e tudo, mas me sinto melhor agora que estou um pouco mais independente. Eu também acabei de ver minha nota na prova de mandarim. E eu fiquei muito satisfeito com a minha nota depois de tanto trabalho duro e memorização de caracteres chineses. Então eu percebi que na verdade eu devo estar em um daqueles momentos de recessão na vida. Da mesma forma que economistas sempre querem prever uma recessão na economia, eu também quero saber quando os momentos mais difíceis irão vir. Mas a gente só descobre depois de algumas semanas, meses ou até anos depois de tudo acabar. Quer dizer, eu acho que ainda não acabou para mim, mas eu estou realmente melhorando depois de tantas coisas acontecendo na minha vida. Eu só tenho que continuar com o trabalho duro e movimentar a minha economia acadêmica. Eu só queria que eu tivesse um governo keynesiano que me desse estímulos. Mas infelizmente eu acho que a minha vida segue o modelo liberal, então eu vou ter que apertar o cinto e esperar a minha economia melhorar. Eu só espero que não aconteça como Keynes disse: “no longo prazo, nós estamos todos mortos.”
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Dinheiro e carreira
Hoje me perguntaram o que eu quero ser quando crescer. Eu parei para pensar e pensei economista. Mas que tipo de economista? Eu fiquei desconcertado por não saber... Mas eu pensei e pensei e resolvi que queria usar os meus talentos para melhorar o mundo. Então resolvi que quero trabalhar com desenvolvimento econômico. Mas aí outra pergunta apareceu: onde que eu vou arranjar tal emprego? Não sei se o FMI ou o Banco Mundial irão me contratar, mas pelo o que eu sei, essas são as únicas organizações que fazem esse tipo de coisa. Eu realmente amo a parte analítica da economia. Porém, eu não sei se é uma coisa nova para mim, mas a minha aula de provas matemáticas é difícil com tantos teoremas e provas para decorar e entender. Talvez ainda não estou acostumado com o ritmo universitário em que eles tentam injetar séculos de informação e estudo na minha mente em 4 ou 5 anos. Eu realmente me sinto perdido agora, mas espero que consiga me encontrar logo logo.
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Fisioterapia e o meu português
Hoje na fisioterapia eu tive que fazer um exercício que me força a dobrar o joelho. O problema é que dói muito. Eu nunca pensei que tentar voltar à vida normal seria tão doloroso. Depois da cirurgia, o joelho perde a força e o movimento que tinha anteriormente. E por isso que tenho que fazer fisioterapia; para que o joelho recupere a amplitude de movimento e a força. O problema é que esse processo dói. A minha batata da perna está mais dolorida do que nunca e parece que o meu joelho é comido por dentro toda vez que eu o dobro.
E a pergunta que você deve estar fazendo é o que isso tem a ver com o português. Na verdade, isso tem a ver com qualquer língua. Eu descobri, nas minhas aventuras com o mandarim, que é doloroso aprender uma língua nova e se acostumar com o jeito de pensar e de organizar e estruturar ideias. Ainda mais com o mandarim que não tem tempo verbal, conjugação ou plural. Além do mais, no mandarim, deve-se seguir a ordem sujeito, tempo, lugar, verbo e objeto sempre. A única variação possível é quando se coloca o tempo antes do sujeito. E realmente dói aprender uma forma nova de se comunicar. Dói de vergonha ou de nota ruim na prova.
E o português? Bem, depois de passar por uma cirurgia de imersão na língua inglesa, eu sei que vai ser dolorido voltar ao movimento normal do português. Bem, eu espero que a recuperação não seja tão demorada quanto a do joelho. Porém, para conseguir voltar à minha força na minha amada língua mater, eu vou ter que trabalhar duro e sofrer um pouco.
Mas quem disse que sofrimento é ruim? Se o necessário para alcançar uma meta, pode vir que eu estou pronto! (A não ser que o custo do sofrimento ultrapasse o excedente de alcançar a meta. Aí é hora de desistir...)
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Aniversário e o meu Eu-não-eu
Hoje eu parei para pensar o que eu fiz no último ano, quais metas eu alcancei, etc. No início eu pensei que isso era uma ideia de livro autoajuda ou coisa do tipo. Eu porém brinquei com a ideia de olhar para o Marcos de 2010. Isso me lembra muito de economia. Os seres humanos são muito parecidos com a moeda. O dólar americano e o real brasileiro sempre serão o dólar e o real, não é? Não. Bem, o dólar sempre será dólar e o real sempre será o real (a não ser que os governos mudem o nome da moeda, o que é muito improvável). Porém economistas não se referem somente ao dólar e ao real. Eles se referem ao dólar de 2010 ou o real de 2009. O problema aqui é a inflação. O valor da moeda sempre muda com a inflação. E isso acontece com indivíduos também.
Eu mudei. E não tenho vergonha disso. Seria a mesma coisa se eu tivesse vergonha da inflação brasileira ser positiva. Não, inflação não é ruim (se estiver bem controlada) e, da mesma forma que é difícil perceber que os preços estão subindo no dia a dia, é muito difícil encontrar as mudanças que ocorrem lentamente em cada pessoa. Bem, é claro que existem aqueles momentos em que as mudanças são bem claras. Por exemplo, a minha cirurgia no joelho me fez aprender a me cuidar de mim mesmo sem a ajuda da minha mãe quando eu ficar de cama. A mesma coisa acontece quando a bolsa cai repentinamente ou coisa do tipo.
Bem, então deixe-me iniciar minha análise. Há um ano atrás eu não fazia poupança, eu não gastava o meu dinheiro como devia, eu não andava com muletas (tudo bem, eu sei que é temporário mas eu estou andando de muletas), eu ia para cama às 2 da manhã para terminar a redação que eu deixei para última hora... Tudo bem, eu realmente desisto de entender como eu mudei. Eu só queria que a vida fosse simples o bastante para eu poder fazer o meu próprio IPC - índice de preços no consumidor (sei lá, eu podia dar o nome de personal CPI, ou algo do tipo).
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Um cemitério e uma antiga ideia agora enterrada
Ontem eu fui ao Cemitério Nacional de Arlington. Eu não queria ir para lá, mas acabou que não tivemos tempo de ir para Baltimore. E eu então concordei a ir ao cemitério, pensando que eu ia num Cemitério Municipal da vida. Não, não só era um cemitério construído com fundos públicos americanos; eu fui a um cemitério com monumentos feitos de granito e mármore, túmulos e mais túmulos de soldados americanos e guardas do exército (mais que simbólico do que para proteção mesmo -- afinal, que terrorista vai soltar bomba em cemitério?).
Ao chegar lá uma tempestade despencou. Eu me senti estar num chuveiro, mas com roupa. Encharcado e sem entender o propósito daquele lugar, eu comecei a ler o que os monumentos diziam. “Temos que defender liberdade e paz para as futuras gerações...”. Para mim era tudo um blá blá blá depois de ficar uma semana em Washington. E foi interessante ler tudo aquilo depois de escrever o meu post sobre ideais: e daí que esse país defende a liberdade? Algumas décadas atrás negros nem podiam estudar nas mesmas escolas que os brancos no sul do país. E daí que Jefferson era a favor da igualdade? E daí que Abraham Lincoln conseguiu abolir a escravidão? Naquela hora e já pensava que não tinha servido para nada.
Então a minha amiga Patti falou: “Sabe, Marcos, eu não sou a favor da guerra do Iraque ou do que estamos fazendo no Afeganistão agora, mas eu sou pró-militarismo. Não que eu concorde com o que o comandante em ofício mande ou desmande, mas os soldados que servem as forças armadas em tempos de guerra fazem de tudo pelos ideais dessa nação.”
Daí eu entendi. Aquele mar de túmulos simboliza não uma América de guerra e conquistas, mas uma América de liberdade e ideais. A Patti me explicou que ela voluntária em um programa fundado e financiado por veteranos que ensinava o sistema político para jovens.
Essa experiência não mudou somente a minha visão sobre as forças armadas. Eu entendi que devo olhar com olhos críticos para as coisas para buscar melhoras e não para ter ódio ou para simplesmente falar mal.
Ao chegar lá uma tempestade despencou. Eu me senti estar num chuveiro, mas com roupa. Encharcado e sem entender o propósito daquele lugar, eu comecei a ler o que os monumentos diziam. “Temos que defender liberdade e paz para as futuras gerações...”. Para mim era tudo um blá blá blá depois de ficar uma semana em Washington. E foi interessante ler tudo aquilo depois de escrever o meu post sobre ideais: e daí que esse país defende a liberdade? Algumas décadas atrás negros nem podiam estudar nas mesmas escolas que os brancos no sul do país. E daí que Jefferson era a favor da igualdade? E daí que Abraham Lincoln conseguiu abolir a escravidão? Naquela hora e já pensava que não tinha servido para nada.
Então a minha amiga Patti falou: “Sabe, Marcos, eu não sou a favor da guerra do Iraque ou do que estamos fazendo no Afeganistão agora, mas eu sou pró-militarismo. Não que eu concorde com o que o comandante em ofício mande ou desmande, mas os soldados que servem as forças armadas em tempos de guerra fazem de tudo pelos ideais dessa nação.”
Daí eu entendi. Aquele mar de túmulos simboliza não uma América de guerra e conquistas, mas uma América de liberdade e ideais. A Patti me explicou que ela voluntária em um programa fundado e financiado por veteranos que ensinava o sistema político para jovens.
Essa experiência não mudou somente a minha visão sobre as forças armadas. Eu entendi que devo olhar com olhos críticos para as coisas para buscar melhoras e não para ter ódio ou para simplesmente falar mal.
domingo, 21 de agosto de 2011
Ilusão existencial e a quimera capitalista
Às vezes eu me sinto como se eu não pudesse nem mesmo mover os meus dedos, como se eu não tivesse o poder de dizer uma palavra. É como se eu, um atrapalhado qualquer no mundo, não pudesse nem olhar afora. Eu ontem parei ao lado dos prédios - arranha o céu e eu nem consigo alcançar o céu. Mas o que é que eu, tão pequeno comparado ao resto, posso fazer?
Talvez a pergunta seja: será que posso fazer? Fazer o quê, se os meus dedos nem parecem que movem por minha vontade? Será que Descartes estava certo, ou será que a existência é pura ilusão? Não, não que eu não exista, mas que a minha existência sirva mais da que a de um grão de areia. Não que eu queira ser o melhor ou o mais forte. Eu só quero ser melhor e mais forte. Eu ficaria até satisfeito sendo somente forte.
Mas os prédios continuam arranhando o céu e a qualquer hora em Dubai vão construir outro prédio para entrar no Guinness como o mais alto do mundo. E aqui os meus dedos movem, mas eu não sei quem os move.
sábado, 20 de agosto de 2011
Washington DC é uma cidade maravilhosa. Todos os prédios, monumentos, memoriais... É realmente uma projeção arquitetônica dos ideais americanos. A pergunta que passou diversas vezes na minha cabeça foi: onde estão as pessoas que realmente acreditam nisso? Não que eu não acredite que não existem pessoas assim, mas parece que uma fumaça está atrapalhando todo mundo a ver os verdadeiros ideais da nação. E eu entendo completamente: a última coisa que eu quero são impostos tirado do meu pequeno salário.
Porém, o que mais me impressiona é ter gênios da ciência política como fundadores de um país. Thomas Jefferson, James Madison, Alexander Hamilton... Quem seriam os equivalentes Brasileiros? Dom Pedro? Creio que não. As poucas revoltas que procuraram igualdade fracassaram com a opressão dos governos no Brasil. Embora o Brasil seja mais antigo que os EUA, o nosso governo é muito mais novo. A história política é instável.
Talvez os brasileiros precisem encontrar os seus ideais. E temos que evitar a fumaça que hoje atrapalha os EUA. É isso que eu procuro aqui na BYU, porque eu acredito que os brasileiros sem uma ideológica são idênticos ao Chineses, Indianos, e Russos. Quem ganha a batalha não é quem tem mais dinheiro ou mão-de-obra. Quem ganha a batalha é aquele que se preocupa com indivíduos e não com PIB.
Porém, o que mais me impressiona é ter gênios da ciência política como fundadores de um país. Thomas Jefferson, James Madison, Alexander Hamilton... Quem seriam os equivalentes Brasileiros? Dom Pedro? Creio que não. As poucas revoltas que procuraram igualdade fracassaram com a opressão dos governos no Brasil. Embora o Brasil seja mais antigo que os EUA, o nosso governo é muito mais novo. A história política é instável.
Talvez os brasileiros precisem encontrar os seus ideais. E temos que evitar a fumaça que hoje atrapalha os EUA. É isso que eu procuro aqui na BYU, porque eu acredito que os brasileiros sem uma ideológica são idênticos ao Chineses, Indianos, e Russos. Quem ganha a batalha não é quem tem mais dinheiro ou mão-de-obra. Quem ganha a batalha é aquele que se preocupa com indivíduos e não com PIB.
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Pioneiros e eu.
Nesse exato momento eu estou no aeroporto. Hoje eu vou pra DC. Ontem à noite eu assisti o filme chamado “17 Miracles” (17 Milagres). É sobre a jornada de um grupo de pioneiros mórmons que
saíram da Inglaterra e decidiram ir para Utah. A história não só me fez
valorizar o lugar em que estou vivendo agora e a minha religião, mas também me
fez pensar sobre a minha própria vida. Para mim, é psicológica e
sociologicamente interessante que um grupo de pessoas sacrificariam todos os
seus bens e riquezas para alcançar um sonho.
Mas o que isso tem a ver com a minha história do campus?
Primeiramente BYU foi fundada com o esforço desses pioneiros. E isso ainda
influencia muito no que a universidade exige dos alunos. Eu conheci alguns
estudantes de outras faculdades e eles, por exemplo, não têm inspeção de
limpeza. Além disso, é esperado de um aluno da BYU fazer 30 horas de serviço
comunitário por semestre.
Mas o mais importante é que a história dos pioneiros tem
muito a ver com a minha própria história. Muitas vezes eu mesmo me pergunto por
que eu vim para cá. Eu poderia ter ficado numa faculdade pública e gratuita,
não teria que trabalhar, teria os meus pais sempre por perto...
Mas eu decidi seguir um sonho. E através daquele filme, os
pioneiros me ensinaram que a minha vida pode não ser fácil, mas vai valer a
pena.
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Joelho machucado e outras complicações
O meu joelho ainda está com problemas... A parte mais interessante disso tudo é que agora os meus amigos (os que ainda estão aqui em Utah) vêm ao meu apartamento para me fazer companhia de vez em quando. Ontem a gente jantou juntos.
Na verdade isso em si não é muito interessante. O problema é que eu já me preparei para a mudança. Todos os meus utensílios estão empacotados, exceto um garfo e um prato, etc. Na verdade eu empacotei até o meu detergente. Tive que lavar a louça com xampu. Agora as louças que ainda estão na cozinha estão cheirando a Pantene.
Mas hoje é meu último dia aqui no apartamento 24. Eu vou para Washington amanhã e em duas semanas volto para o “Vale Feliz” (assim que o pessoal chama Provo e as redondezas). Então essa semana eu vou escrever sobre as minhas aventuras na capital desse país.
Na verdade isso em si não é muito interessante. O problema é que eu já me preparei para a mudança. Todos os meus utensílios estão empacotados, exceto um garfo e um prato, etc. Na verdade eu empacotei até o meu detergente. Tive que lavar a louça com xampu. Agora as louças que ainda estão na cozinha estão cheirando a Pantene.
Mas hoje é meu último dia aqui no apartamento 24. Eu vou para Washington amanhã e em duas semanas volto para o “Vale Feliz” (assim que o pessoal chama Provo e as redondezas). Então essa semana eu vou escrever sobre as minhas aventuras na capital desse país.
domingo, 14 de agosto de 2011
Why 校園文學? Cuma?
Eu resolvi começar um novo blog. Sim, mais um. Mas não quero parar de postar até que a minha vida universitária termine. Eu resolvi colocar a descrição do blog como 校園文學 (xiàoyuán wénxué). Em mandarim significa literalmente literatura do campus. Na China, é comum os alunos escreverem as suas experiências na faculdade e compartilharem com os amigos.
Então é exatamente isso que eu estou fazendo. E o meu motivo? Eu quero escrever em Português. Eu preciso falar Português. E já que eu não encontro um brasileiro todo dia aqui, eu vou ter que falar sozinho.
Eu sei que uns dias os meus posts vão ser muito chatos, mas outros dias vão ser mais divertidos. A minha meta porém e fazer com que os meus dias sejam sempre únicos. Mesmo que eu tenha que trabalhar e estudar o dia inteiro, vão ser as pequenas coisas que farão desse blog algo único.
Claro que nem todo mundo se importa com a minha vida ou com que pegadinha eu preguei no meu colega de quarto hoje, mas esse blog vai ser único porque ele vai seu meu. E eu tenho certeza que ninguém terá a mesma vida que eu (ou eu fui enganado pela teoria antropocêntrica).
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