Hoje eu estava refletindo sobre o que eu pensava do meu futuro a 5 anos atrás. Bem, eu estava na oitava série e eu me lembro de um professor de matemática que eu tive chamado Barreto. Na época, eu fazia parte da primeira turma de oitava série do Colégio Apogeu sem ser voltada para um concurso militar. Eu tinha acabado de sair de uma prova de matemática do professor Barreto e ele me chamou para conversar com ele e me perguntou se eu queria fazer EPICAR. Eu falei, determinado, que não me interessava por isso. Eu adorava as ciências humanas (ainda amo), e não queria que ninguém tirasse isso de mim. Não queria estudar matemática ou física o dia inteiro. A minha paixão era escrever e eu queria seguir o meu sonho de qualquer forma. Não sabia como, mas queria fazer algo da minha vida que me requeresse escrever e me expressar. E eu não sabia fazer isso através de contas. Porém, logo antes de terminar o ensino médio, eu decidi fazer engenharia. Confesso que escolhi o curso quando olhei na internet os empregos que pagam melhor. Excluí aqueles dos quais pensava que não iria gostar, e me sobrou engenharia química e economia. A engenharia química pagava mais, então eu a escolhi.
Nos últimos dois anos descobri que empregos que requerem maior carga analítica e estatística sempre pagam mais. Mas eu descobri que não gostava da engenharia química. Eu estava tampando a minha opinião, então mudei para a economia. Mas descobri que também há uma grande carga analítica da área de economia. E também na área de política, comunicação, e toda e qualquer matéria avançada. Claro que algumas disciplinas requerem menor conhecimento matemático do que outras, mas para ser reconhecido e fazer um análise menos susceptível a erros, a matemática é uma ferramenta fundamental.
Será então mesmo que a economia é a minha área? Usando toda a maturidade e conhecimento que eu tenho agora, a resposta é sim. Como muitos economistas dizem, para ser um economista deve-se ser um filósofo, matemático e analista. É uma fórmula única que se encontra naqueles que tendem a amar a economia. Não que pessoas de outras disciplinas sejam menos qualificadas, mas elas têm a fórmula para estudar outra disciplina.
Mas a questão realmente é: o que o Marcos de 5 anos atrás falaria de mim hoje? Ele mais provavelmente perguntaria que faculdade é essa tal de BYU. Ele provavelmente perguntaria se a USP ou mesmo o ITA não teria sido melhor. Ele talvez me perguntaria se eu tentei o MIT. E eu responderia: eu estou no lugar certo. Na época eu estava cansado de uma educação baseada em uma lista de melhores alunos, de uma escola que forçada pelos incentivos do mercado procurava mais números para propaganda do que formar seres humanos.
E eu cheguei a um lugar onde eu encontrei o que eu queria. Não que as notas ou melhores alunos não existam, mas não é a parte mais importante. Tudo deve ser equilibrado, do trabalho e estudos às festas e serviço comunitário. E mais importante do que tudo. Os professores e diretores daqui falam que no futuro seremos líderes onde quer que moremos. Mas temos que carregar a nossa moral conosco.
Mais do que tudo. Eu aprendi a largar o orgulho e usar o que eu aprendo de uma forma boa. Por isso eu joguei a minha lista de melhores empregos fora. Por isso eu decidi seguir meu sonhos. De uma forma ou de outra, eu darei o que eu tenho para o mundo, seja com ou sem título, seja eu-não-Eu.
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