quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Normal e epifânico

Não sei sobre o que escrever hoje. Ontem eu fui ao museu de história natural aqui na universidade. Foi muito interessante. Mas fora isso a minha única preocupação essa semana é a minha prova de economia. O meu resfriado está me fazendo procrastinar os estudos. E também estou me sentindo um bagaço, mas fora isso hoje parece ser um dia bem normal.

Talvez os dias normais sejam os que mais importam na minha vida universitária. São nesses dias que eu percebo quem eu sou, ou melhor, quem eu me tornei. Eu penso que quando os acontecimentos do meu dia estão abaixo de uma limiar de consciência, eu normalmente começo a reconhecer as partes de mim que estão normalmente escondidas.

E eu fico surpreso.
Sou apenas um homem.
Um homem pequeno à beira de um rio.
Vejo as águas que passam e não as compreendo.
Sei apenas que é noite porque me chamam de casa.
Vi que amanheceu porque os galos cantaram.
Como poderia compreender-te, América?
É muito difícil
- Trecho de "América" de Drummond

Um comentário:

  1. Fico feliz de saber que consegues perceber quem és. Às vezes me sinto completamente perdida na vida, sem saber quem sou. Logo me recupero e consigo voltar às pistas.
    O mundo é complexo.

    "Estou preso à vida e olho meus companheiros.
    Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças."
    - Mãos Dadas, CDA

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