quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Pragmática na prática


Ontem eu estava na fila do Subway com a minha amiga Soyoung da Coreia. Nós vimos uma conhecida nossa também da Coreia. Aconteceu que as duas começaram a falar em coreano e eu estava boiando, mas aproveitando a oportunidade de ouvir as duas falando uma língua diferente. O coreano não é tão estranho quanto o vietnamita que parece que tem um marimbondo no seu ouvindo quando alguém fala alguma coisa. Brincadeiras a parte e voltando ao assunto, as duas terminaram a conversa e aí a Soyoung me falou em inglês que ela tinha esquecido de convidar a menina para uma atividade que ela e uns amigos coreanos dela estão organizando. Então a Soyoung chamou a nossa conhecida de volta e a convidou para o evento. Aí ela sorriu e saiu andando, como se ela estivesse nos ignorado. Eu olhei para a Soyoung com uma cara de não-entendi. Ela me explicou que aquilo significa que ela provavelmente não aceitou o convite. Eu pensei: "Isso é óbvio, mas por que ela respondeu tão rudemente?"

Então a Soyoung me explicou que os Coreanos não conseguem falar não, e quando eles não podem aceitar um convite, eles geralmente sorriem e saem andando. Aí eu falei, como que sem pensar: "Nossa, que estranho!" (e na verdade eu pensei "nossa que coisa mais rude!") Eu terminei a frase e percebi o erro que eu cometi. Eu estava falando de falha pragmática há uns dias e agora esqueci de tudo. Então eu pedi desculpas a Soyoung e fiquei pensando.

Ainda tenho muito que aprender, mas estou feliz que eu estou mais consciente em relação a essas diferenças.

Um comentário:

  1. Falando em Pragmática, essa é uma das melhores matérias que já fiz na faculdade! Só perde para Fonética e Fonologia.

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